quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quanta contradição... quanto desperdício de papel...

Fico impressionado com certas coisas. Enquanto o governo, de um lado, institui a Nota Fiscal eletrônica usando como argumento, entre outros, a diminuição do consumo de papel, do outro lado implanta a Portaria 1.510, do Ministério do Trabalho e Emprego, que determina como deve funcionar os registradores eletrônicos de ponto (os relógios de ponto), colocando como uma das normas a impressão de comprovantes a cada marcação do funcionário.


O objetivo do MTE, em tese, é nobre e plenamente compreensível, já que muitas empresas do país deixam de pagar o que é de direito dos funcionários. Com o ponto eletrônico, o governo pretende melhorar o controle da fiscalização e evitar fraudes contra os trabalhadores.

Porém, imaginem a quantidade de papel que precisaremos guardar ao longo do tempo. Se, cada vez que fizermos alguma marcação de ponto, guardarmos um comprovante em papel, teremos um bolo enorme no final do mês. 4 comprovantes por dia: chegada, almoço, retorno do almoço e saída. Se considerarmos que temos aproximadamente 20 dias úteis por mês, temos cerca de 80 comprovantes no período. Ou seja, no final de um ano guardaremos aproximadamente 960 comprovantes.

Agora vamos pensar em uma empresa de 150 funcionários. Em um ano, serão 144.000!!! É MUITO PAPEL!! Deve haver uma maneira mais ecológica de se melhorar a fiscalização. Concordo plenamente com o fato de que o trabalhador deve ser protegido contra fraudes no controle da jornada de trabalho, mas as árvores e o meio ambiente não têm nada a ver com isso.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tenha plantas em casa

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu adoro plantas. Sempre que posso, trago mais uma para casa. Além de deixar a casa mais bonita, as plantas trazem uma energia diferente para as nossas “tocas de concreto”. Acho muito maneiro esses prédios que se preocupam em deixar o ambiente o mais verde possível (cobrindo os muros ao redor com trepadeiras, por exemplo).

Li uma matéria muito boa no site Eco Desenvolvimento, mostrando diversas espécies de plantas boas para se ter dentro de casa e a forma ideal de cuidar delas. O legal da matéria é que ela apresenta plantas que consomem grande parte dos gases nocivos ao meio ambiente (mesmo não sendo uma árvore adulta e frondosa faz diferença, se pensarmos no ar interno da casa).

Babosa (Aloe vera): Absorve o formaldeído. Mantenha-a na sombra e espere a superfície do solo secar antes da próxima rega. Propaga-se a partir de rebentos que nascem na base da planta-mãe.

Clorófito (Chlorophytum): Absorve o monóxido de carbono. Por isso, mantenha-o próximo a uma janela, já que gosta de luz solar direta, e conserve o solo sempre úmido. O clorófito produz pequenas mudas, que devem ser reenvasadas.

Crisântemo (Chrysanthemu morifolium): Absorve o benzeno. A reprodução pode ser feita tanto por divisão de touceiras quanto por sementes. Regue-o com freqüência, mas sem encharcar o solo. Conserve o vaso próximo a uma janela.

Espada-de-São-Jorge (Sansevieria): Absorve o formaldeído. É típica planta de interior, pois sobrevive em ambientes com pouca sombra e pouca rega. A propagação é por estacas de folhas.

Filiodendro (Philodendron oxycardyun): Absorve benzeno e monóxido de carbono. Regue-o sempre antes de a terra secar completamente e deixe-o à meia sombra. Gosta também de vasos só com água. Propaga-se por estacas de galho.

Gérbera (Gerbera jamensonii): Absorve benzeno. Dentro de casa só permite a utilização como flor de corte e pode durar até 15 dias.

Jibóia (Scindapsus piclus argymeus): Absorve o formaldeído. Cultive-a na água ou na terra.

Lírio-amarelo (Hemerocallis flava): Absorve o monóxido de carbono. Como necessita de bastante luz, o ideal é cultivá-lo numa jardineira ou próximo à janela. Mantenha o vaso sempre úmido. Propaga-se por divisão de touceiras.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Noite na Lapa: variedade e oportunidade para todos

Famosa por ser o reduto da malandragem e da boemia carioca, o bairro da Lapa é hoje o principal ponto de encontro para pessoas de todas as idades, classes sociais e gostos. Com um leque de opções que abriga desde funkeiros a artistas plásticos, a noite da Lapa está sempre lotada e muito animada.


É possível ver e ouvir, nas centenas de sobrados espalhados pelo bairro, milhares de pessoas bebendo e se divertindo com os diversos programas que o local proporciona. A rua Joaquim Silva é um show à parte, com centenas de pessoas aglomeradas nos diversos bares ao longo da rua. É uma verdadeira “Torre de Babel” de estilos. Roqueiros, funkeiros, sambistas, forrozeiros, rastafaris, hippies e outras tribos convivem, quase sempre, de forma harmoniosa e curtem juntos (muito juntos) a grande mistura de sons dali. A arquitetura antiga, característica da Lapa, traz ainda mais charme e simpatia para a noite. Segundo o analista de sistemas Rafael Laranjeiro, de 34 anos e frequentador da Lapa, essa mistura representa a liberdade de expressão e permite que todos se sintam à vontade no bairro.

“A diversidade de ‘baladas’ na Lapa leva ao encontro de todas as tribos em um mesmo local. Nesse ambiente amistoso onde todos se encontram, a grande vantagem é que cada um pode ser o que realmente é. Sem se preocupar em representar um papel para a sociedade. Em resumo, a importância é a liberdade das pessoas de se expressar”, conta Rafael.

Rafael ainda ressalta, que é difícil encontrar, em outras cidades, uma gama tão diversificada de estilos em um mesmo lugar. “A Lapa concentra a maior diversidade cultural do Rio. Em São Paulo, acredito que haja uma diversidade igual ou até maior, mas não centralizada em um único bairro”, afirma.

Mas nem todos são partidários do grande “boom” de eventos que tem caracterizado a Lapa. A jornalista Maíra Palha, de 26 anos, alerta para a falta de estrutura do bairro. “Sou muito a favor da diversidade, mas acabou ficando pouco espaço para tanta gente. A Lapa não possui estrutura para abrigar alguns mega eventos que ocorrem lá”, conta. Mesmo assim, Maíra não deixa de frequentar o local, porém prefere ser objetiva quando escolhe seu programa. “Gosto dos shows no Circo Voador, na Fundição Progresso, Democráticos, Estrela da Lapa e Carioca da Gema. Almoçar no A Capela é outra ótima pedida”. O alto número de frequentadores também tem uma função social muito importante. Segundo o jornalista Rodrigo Abreu, a diversidade estampada nas ruas da Lapa traz consigo um sentimento de respeito e amizade, que deve ser copiado por toda a sociedade. “Onde você une tantas tribos em harmonia? Até a praia hoje em dia é setorizada. O mais importante da diversidade é a quebra de preconceitos. Rastas, funkeiros, playboys, patricinhas, mendigos, prostitutas, gays e héteros andam lado a lado, se respeitam e convivem bem uns com os outros. Isso cria a consciência no ser humano que as diferenças devem ser respeitadas e que cada um pode ser feliz da forma como desejar”, analisa.

Além de um grande ponto de encontro de tribos, a Lapa caracteriza-se como um excelente berço para novos artistas, dos mais variados segmentos. Muitas bandas têm seu trabalho conhecido pelo público através dos festivais de música que acontecem todos os anos no bairro. Além disso, a grande variedade de casas de festa proporciona aos músicos um leque de oportunidades enorme. Segundo a cantora e compositora Livia Valpassos, vocalista da banda de pop rock Case, a variedade de locais para tocar e os baixos preços permitem que todos possam mostrar seus trabalhos. “A noite na Lapa é uma excelente oportunidade para os novos artistas se apresentarem. Por lá, toca de tudo: forró, samba, rock, pop, mpb. Tudo! E sempre tem espaço para bandas independentes, com um preço acessível para os amigos”, conta.

Livia, que já se apresentou no Teatro Odisséia, afirma ainda, que variedade de estilos, característica da Lapa, é um ponto muito importante para a evolução dos movimentos artísticos. “Para nós, músicos, independente do estilo musical, o importante é apreciar uma música de qualidade. E quanto mais diversidade, melhor. Ritmos como funk e soul nasceram de misturas de estilo. É assim que surgem novas tendências”, analisa a cantora.

E não só os músicos que se beneficiam da Lapa para divulgar seus trabalhos. Para os artistas plásticos o bairro proporciona uma gama enorme de centros culturais, galerias e eventos voltados para o tema. Pintores, grafiteiros, fotógrafos, cineastas, todos têm espaço garantido. Um dos eventos mais famosos e que reúne o maior número de artistas é a Mostra Livre de Arte (MOLA), que acontece todos os anos no Circo Voador. Em um único dia, as pessoas que vão ao evento contam com diversas instalações artísticas, projeções e exposições de fotografia, exibição de curtas, shows de bandas independentes, esquetes teatrais e apresentações de dança. O evento dura uma semana, o que permite uma oportunidade para um maior número de artistas. A mostra acontece desde 2005 e já recebeu artistas de todos os estilos e estados. Por lá já passaram diversos nomes do cenário independente como Maurício Baia, Orquestra Voadora, Canastra, Coquetel Acapulco, Orquestra Brasileira de Música Jamaicana entre outros.

Iniciando sua carreira no mundo da arte, a fotógrafa Ivy Peçanha vê a Lapa não só como um local para expor, mas também para trocar ideias e experiências artísticas. “Participei da Mostra Livre de Artes (MOLA, no Circo Voador) por dois anos (2006 e 2009) e da Bienal de Arte e Cultura da UEE (em 2008). Todos com fotografias ou projeções fotográficas. A Lapa fez surgir em mim a coragem de ir expondo o meu trabalho em outros lugares, já que eu percebia um bom entendimento por parte das pessoas. As vezes a gente se pergunta se o nosso objetivo com uma determinada série ficou claro, e é nessas situações que se tem uma resposta. Para mim, isso é muito importante, já que eu não faço parte dos artistas que gostam de ‘conversar sozinho’”.

Com tudo isso, não é de se admirar que a Lapa seja o maior ponto de encontro e entretenimento do Rio de Janeiro. Um lugar especial para moradores e visitantes da cidade. Quem passar por lá presenciará história, arte, música e muito lazer.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pesadelo em um dia de outono

Terça-feira, 6h30 da manhã acordo. Tudo escuro no quarto, meu irmão mais novo dormindo pesado e eu preocupado em entregar um importante trabalho na faculdade. Não liguei a televisão para não incomodar meu irmão assim como também não abri a janela do quarto. Apenas tomei um café da manhã reforçado e fui tomar um banho. Quando estava saindo, recebi uma ligação de uma colega do trabalho que mora em Niterói me avisando que não conseguiria chegar cedo ao trabalho pelo fato de a ponte estar fechada e as barcas sem funcionamento devido às fortes chuvas.


Intrigado, fui até a janela e percebi que o tempo realmente estava feio. Mesmo assim, resolvi sair de casa e ir para a faculdade – aquele trabalho realmente era muito importante e deveria ser entregue. Quando chego no bairro da Lagoa, onde estudo, tive que enfrentar água na canela e, quando enfim consigo chegar na porta da faculdade (já arrependido de ter saído de casa), encontro-a trancada e pergunto ao segurança o que aconteceu. Muito indignado com a pergunta, ele me responde: “O que você está fazendo aqui?! A cidade está um caos! Pessoas estão morrendo! Volte para casa”. Não sabia que a cidade estava totalmente parada. Mesmo assim decidi ir ao trabalho. Peguei o metrô e após 40 minutos parado em uma estação (o vagão estava lotado, claro) por conta de problemas, conseguir seguir viagem e chegar no trabalho (com a calça molhada até o joelho).

Ao chegar, percebi que era o único do meu departamento que estava no trabalho. Comecei a ligar para os meus colegas e para a minha gerente. Após inúmeras ligações, decidimos que era melhor voltar para casa e executar minhas tarefas de casa (estava claro que era o melhor a se fazer e que meu retorno não me traria penalidades na empresa). Assim foi feito, voltei para casa e, de lá, cumpri TODAS as minhas tarefas e ainda me coloquei a disposição para ajudar no que fosse preciso para que todos do departamento pudessem concluir as suas.

Na quarta-feira, ao chegar no trabalho, só se falava do caos do dia anterior. Todos contando suas aventuras, alguns contando histórias tristes de casas de amigos que tiveram de ser interditadas... Enfim, o assunto não poderia ser outro. Todos tinham a certeza de que a empresa entendia o caos da cidade e ninguém estava preocupado em ser descontado – até porque nossa empresa exibe com orgulho o selo “Great Place to Work”.

Doce ilusão! Nossa expectativa foi totalmente frustrada quando nossa gerente nos comunicou que não haveria abono nas faltas. Bem, gostaria de compartilhar com vocês minha indignação. É, no mínimo, hipocrisia da parte da empresa exibir um selo de “Melhores Empresas para se Trabalhar” e ter uma atitude como essa.

Enfim, só me resta lamentar e pagar as horas devidas...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Rivera Cajon


Já estão disponíveis para compra na internet os cajons produzidos por dois amigos meus: Os irmãos Rivera! Felipe e Fábio produzem o cajon, instrumento de origem peruana e que cada vez mais é usado por músicos de todos os estilos. Conheçam o Rivera Cajon.

Autodidata, Felipe aprendeu o método de produção sozinho e pouco a pouco, desenvolveu as técnicas que utiliza para produzir um instrumento de qualidade profissional. Começou de baixo, com uma pequena oficina no quarto dos fundos da casa de sua mãe, comprando suas ferramentas pouco a pouco e conhecendo os diversos tipos de madeira. Agora Felipe já possui uma oficina que lhe permite produzir cajons para diversas lojas do Rio e de Niterói, além das encomendas diretas. Fábio comprou a ideia do irmão e começou a trabalhar junto com ele, aprendendo as técnicas e colocando seu toque pessoal nos instrumentos que produzia. Paralelo a isso, Fábio – que também é estudante de publicidade e fotógrafo –, começou a desenvolver mais a marca.


Cientes da evolução nas vendas e no feedback positivo dos clientes, eles resolveram desenvolver um site começar a vender pela internet. Novamente capricharam! Muito simples e objetivo, o site permite ao visitante, conhecer todos os tipos de cajons disponíveis e fazer seu pedido de maneira fácil e rápida.

Veja abaixo, o vídeo de divulgação da Rivera Cajon.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um belo campeonato!!

Estamos presenciando a melhor edição do Campeonato Brasileiro de toda a era de pontos corridos. É muito maneiro ver que algumas "máximas" dessa versão estão caindo por terra. Em primeiro dizia-se que o campeão do primeiro turno sempre acaba como vencedor do campeonato. Acho muito complicado isso se repetir este ano, já que o Inter (campeão do 1° turno) tem poucas chances de vencer o campeonato. E quanto aos números magicos? Primeiro diziam que com 60 pontos o time poderia sagrar-se campeão... já era! O líder São Paulo possui 59 e a diferença entre ele e os demais candidatos é de poucos pontos. Segundo diziam que com 45 pontos um time escapava do rebaixamento...  também acho que não garante. O Fluminense pode passar essa pontuação, até acredito que passe. Porém, isso não bastará, se Botafogo e Coritiba continuarem ganhando também.

Com o resultado de ontem, o Botafogo já pode sonhar com uma vaga na sul-americana. Para isso, precisa torcer para os tropeços de Coritiba (que joga contra o Atlético MG em casa), Atletico PR (que pega o Fluminense no Maracanã) e Vitória (que enfrenta o líder São Paulo no Morumbi).

Ou seja, o campeonato está totalmente aberto e cada vez mais emocionante!! Somente o "País do Futebol" pode proporcionar ao mundo uma disputa como esta.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mais uma rodada jogada fora

Estou cansado de ver o Botafogo desperdiçando rodadas perfeitas para livrar de vez o time do fantasma do rebaixamento. É impressionante a falta de mobilidade do meio campo do time. Como explicar a má campanha de um time que tem Lúcio Flávio, Leandro Guerreiro, Reinaldo, Vítor Simões, Juninho... Com excessão dos dois atacantes, todos os outros são bem conhecidos do torcedores do Botafogo. Diz a máxima que "futebol é momento", mas como este termo pode se alterar de forma tão drástica com tantos jogadores? Bem, vamos tentar encontrar os motivos.

Falta de estrutura? Acho que não, pois é a mesma estrutura que levou o time ao título carioca em 2006 e a boas camapanhas em 2006 e 2007.

Salários atrasados? Também não. A diretoria do Botafogo pode se orgulhar de ter uma folha salarial totalmente adequada à atual realidade financeira do clube.

Falhas nas arbitragens? Estas existiram sim, em demasia, porém não são a causa da atual situação do Botafogo.

O que será que acontece com o Botafogo? Após a derrota, nos penaltis, da seleção sub-20 do Brasil, resolvi ler, como de costume, o blog do jornalista Lédio Carmona e ele dizia que faltou à seleção chutar a porta, roubar a cerveja do sogrão e ainda pedir mais um gole. Em suma, ele constatou que os meninos do Brasil respeitaram demais a seleção ganesa. Acho que o mesmo se aplica ao Botafogo. Os 14 empates da equipe mostram isto. O Botafogo tem a mania de fazer um gol e recuar de forma absurda seu time. Pra quê tanto respeito. Faça o segundo, faça o terceiro, o quarto, e quantos mais puder fazer... Olhando a tabela, reparei que o Botafogo tem apenas uma derrota a mais que o Internacional - terceiro colocado. O Botafogo teve a chance de vencer várias e várias vezes mas, por um inexplicável medo de tomar gols, acabou recuando o time e permitindo ao adversário a pressão necessária para correr atrás do resultado.

Falta aos jogadores do Botafogo o mesmo que faltou à seleção sub-20: ter ciência da grandeza da camisa que estão vestindo e respeitar menos seus adversários. Ainda acredito no Botafogo, assim como acredito no Sport. Nenhum dos dois tem time para cair para a segunda divisão, mas é preciso que eles mesmos acreditem nisto.